
O homem a quem chamavam de aranha foi ontem condenado a 13 anos e seis meses de prisão.Daniel, natural de Foz Côa, nem quis ouvir a sentença. “O Estado até agradece”, comentava alguém à porta da sala de audiências, depois de lida a sentença que condenou Daniel, natural de Foz Côa, já do lado de lá do rio Douro, no distrito da Guarda, a 13 anos e seis meses de prisão, por vários crimes de furtos, tentativa de furto, burla informática e ameaça à integridade física. O autor de dezenas de assaltos a residências e estabelecimentos de Bragança prescindiu de estar presente na sessão de leitura da sentença que o condenou, inicialmente, a meio século de cadeia. Mas esses 50 anos por cada um dos vários crimes por que foi condenado, acabaram reduzidos a 13 anos e seis meses.Uma pena simpática, segundo o juiz e o próprio advogado de defesa, que admitiu não recorrer da sentença.Daniel, de 34 anos, vai agora ser transferido de Vila Real, onde permanece detido desde que foi apanhado a roubar num shopping de Gaia, numa altura em que já pendiam contra si vários mandados de captura, para a cadeia de Izeda, no distrito de Bragança.Para trás ficou uma série de assaltos a residências e apartamentos com recurso ao escalamento, como nunca tinha sido vista por Bragança.Agora será preciso um pouco mais de arte e engenho para o homem aranha escapar às garras da justiça.Terá ainda de ser paga uma multa de 17 mil euros.Os crimes foram cometidos há pouco mais de um ano.
O tribunal condenou ainda dois homens, de etnia cigana, por crimes relacionados com a receptação de objectos roubados e condução sem habilitação legal.
Escrito por Brigantia







