Bragança - Trás-os-Montes - Portugal

Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2011

A chegada da estação da neve traz, este ano, preocupações acrescidas à Protecção Civil no distrito de Bragança, que receia dificuldades para os limpa-neves no IP4 devido às obras que enfaixaram o trânsito entre mecos.

 
foto GLOBAL IMAGENS/ARQUIVO
Passagem de limpa-neves nas obras do IP4 gera preocupação
Época da neve chega ao IP4
 

O comandante distrital de Operações e Socorro (CDOS), Carlos Alves, disse esta quarta-feira à Lusa que já promoveu uma reunião com a concessionária e outros agentes, por estar "preocupado" com a passagem dos limpa-neves nas estreitas e curvadas faixas por onde circula agora o trânsito do IP4, que está todo em obras para dar lugar à Autoestrada Transmontana.

O director-geral da concessionária Autoestradas XXI, Rodrigues de Castro, garantiu à Lusa que "está tudo preparado" para a neve e a concessionária adquiriu mesmo um veículo com pás mais estreitas para operar nos pontos mais críticos.

Além do novo equipamento, a concessionária promete desactivar já na próxima semana "um dos desvios mais complicados", o de Santa Comba de Rossas, permitindo uma maior fluidez do trânsito naquela que é a zona mais crítica com neve do IP4, no distrito de Bragança.

As condições ainda não foram testadas porque este ano Bragança ainda não viu neve, ao contrário dos anos anteriores em que os primeiros nevões surgiram ainda em Novembro.

As perspectivas são de que este seja um ano com pouca neve, segundo o comandante do CDOS que, ainda assim, decidiu reunir com a concessionária, Estradas de Portugal e Destacamento de Trânsito da GNR para alertar para eventuais constrangimentos.

A preocupação do comandante é de que os limpa-neves não consigam passar nas apertadas e irregulares faixas e desvios por onde circula o trânsito, paralelo às obras de alargamento da principal estrada da região que liga ao Porto e a Espanha.

O director -eral adiantou que a concessionária adquiriu uma lâmina mais estreita do que as habituais de quatro metros, com 3,20 metros para um dos limpa-neves e uma carrinha todo o terreno com uma lâmina ainda mais pequena, de 2,70 metros, para os nós e situações mais complicadas.

A concessionária dispõe de um total de quatro limpa-neves para os 130 quilómetros da futura autoestrada, entre Vila Real e Bragança, a que se somam mais dois de outras entidades que fazem parte da Protecção Civil.

 

A responsável pela estrada promete também que a situação ficará mais facilitada com a desactivação já na próxima semana de dois desvios para a estrada nacional 15, o de Murça (Vila Real) e de Rossas (Bragança).

Os trabalhos implicarão a abertura de outros desvios, mas "com menos complicações", segundo Rodrigues de Castro, que adiantou que até à conclusão da obra, no final do próximo ano, os automobilistas estarão sempre sujeitos a três desvios em todo o percurso, mas os mais complicados estão prestes a ser desactivados.

 

No ano em que se temem mais complicações no IP4 devido às obras, o distrito de Bragança terá os meios reforçados para a neve, com um total de seis limpa-neves neste itinerário, além de outros das corporações de bombeiros e Estradas de Portugal.

A Protecção Civil municipal está também reforçada com a aquisição por parte de alguns municípios de pás e espalhadores de sal para adaptar viaturas todo-o-terreno ao trabalho de limpeza da neve e gelo.

Vinhais é um dos municípios mais afectados pela neve e que conseguiu 16 mil euros do Programa Operacional do Norte para equipar mais um veículo para garantir a circulação no concelho, segundo disse à Lusa o vice-presidente, Luís Fernandes.

 

publicado por Sonicphil às 12:26

Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

 

É o primeiro nevão deste Inverno na região transmontana.

Os flocos brancos começaram a aparecer ontem em alguns concelhos, mas ao início da noite caíam já com maior intensidade acumulando-se no piso.

O espectáculo branco acaba no entanto por causar constrangimentos na circulação automóvel.

No distrito de Bragança há a esta hora duas estradas cortadas: a N315 em Bornes e a N206 na Serra da Nogueira.

No IP4 circula-se com precaução.

O troço mais preocupante é no Alto de Rossas, onde o trânsito se processa de forma condicionada. “No Alto de Rossas há muita neve mas está perfeitamente circulável” garante Carlos Alves, comandante da protecção Civil distrital. “os limpa-neves estão no terreno e acorrem ao locais onde são mais necessários” acrescenta.

No concelho de Bragança as actividades escolares não foram suspensas na cidade embora os transportes não estejam a circular.

“Pensamos que estão reunidas as condições para que as escolas se mantenham abertas visto na cidade se conseguir circular em condições mínimas de segurança” afirma o presidente da câmara de Bragança. “Há um ponto outro onde as dificuldades são acrescidas. Na parte rural os autocarros não saíram pois não estão garantidas as condições suficientes”.

Jorge Nunes explica que os meios de limpeza estão no terreno desde as primeiras horas da manhã.

“Os meios estão no terreno nos locais mais críticos como é o caso de pontos de maior inclinação, de maior acumulação de neve e maior risco de colisão de veículos” refere.

Segundo o Instituto de Meteorologia, prevê-se que a neve continue a cair na região durante todo o dia de hoje.

Para amanhã deverá ocorrer uma melhoria do estado do tempo.

Embora as temperaturas continuem baixas, a neve já não deverá fazer-se sentir.

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 10:07

Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

 

 

A partir de hoje, o Nordeste Transmontano vai ser afectado por uma vaga de frio, que se deve manter até ao início da próxima semana. Mas Dionísio Gonçalves, climatologista no Instituto Politécnico de Bragança, estranha que esta frente fria apareça tão cedo.

 

 

“Não é muito normal haver vagas de frio tão precoces. Mas vão acontecendo. Lembro-me de há três anos ter havido uma vaga de frio no mês de Novembro que destruiu as oliveiras da Terra Quente”, recorda.

 

Já esta madrugada registaram-se cinco graus negativos, em Bragança.

 

Segundo este especialista, as baixas temperaturas que se vão sentir poderão formar geada e, até, provocar a queda de neve.

 

“O que se prevê é a descida de temperatura, arrefecimento nocturno, geadas e queda de neve”, sublinha. “A Escandinávia está muito fria e essas massas de ar deslocam-se para sul e estacionam na Península Ibérica. É de esperar, principalmente nas zonas do interior, um arrefecimento.”

 

Por isso, Dionísio Gonçalves alerta para alguns perigos.

 

“Os cuidados normais, sobretudo com as braseiras. As pessoas idosas muitas vezes esquecem-se de as desligar. E manter uma boa ventilação desses espaços. E também cuidados redobrados na estrada, sobretudo em locais com mais sombra onde se forma muito gelo.”

 

As previsões apontam para temperaturas máximas mais baixas pelo menos 4 a 5º C em relação à média para esta altura do ano. O que dará origem a queda de neve no interior, a cotas médias baixas e em locais que habitualmente estão abrigados da neve.

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 11:10

Sábado, 20 de Novembro de 2010


O distrito de Bragança vai ter este ano mais meios para responder aos nevões de Inverno. Só no concelho de Bragança houve um investimento de 100 mil euros.

 

São mais limpa-neves e espalhadores de sal nas estradas que este ano vão estar ao serviço das estradas no distrito de Bragança.

 

De acordo com Carlos Alves, o comandante distrital de Protecção Civil, alguns municípios não entregaram ainda os seus planos de emergência em nevões. Massublinha que nas vias principais, como no IP4, haverá um reforço dos pontos de sal.

 

“Este ano há um reforço a nível de pontos de fornecimento de sal, que a Autoestradas XXI incrementou os seus meios. Vão distribuir também novos produtos, como o sal moura, quando antes usavam sal seco, que não é tãoeficaz.”

 

A Estradas de Portugal mantém dois limpa-neves, enquanto a concessionária do IP4, a Autoestradas XXI, tem três limpa-neves, um deles a operar nos distritos de Bragança e Vila Real.

 

Para além disso, o município de Bragança foi quem mais apostou em mais e melhores meios para fazer face aos nevões.

 

“É uma das solicitações climatéricas mais duras aqui na nossa zona e os meios locados à Protecção Civil não eram suficientes. Decidimos equipar vários veículos para responder de forma mais rápida, num concelho que é extenso e que tem mais de 600 kms de estradas para limpar e diversos arruamentos na cidade.”

 

O presidente da câmara de Bragança, Jorge Nunes, sublinha que com mais meios, será possível poupar na mão-de-obra necessária para espalhar sal nas estradas.

 

“Temos um espalhador de sal, um tractor e um camião equipado com limpa-neves, dois tractores com limpadores de sal e espalhadores de sal na via pública, para não desperdiçar sal.”

O investimento no novo equipamento ronda os cem mil euros.

 

Mas também o plano de intervenção em situações de emergência já está definido.

“A hierarquização de intervenção está definida. Na cidade a estrutura principal que dá acesso aos centros de saúde, hospital, às escolas. Na parte rural os pontos mais altos e as vias principais de acesso à cidade.”

 

Ao todo, estarão ao serviço da protecção civil municipal três veículos com limpa neves e seis com espalhadores de sal, para além de duas motoniveladorers, 12 viaturas de apoio, 23 motoristas e 17 pessoas de apoio. Em stock estão já 81500 quilos de sal.

 

Estes meios juntam-se ao limpa-neves adaptado dos bombeiros voluntários de Bragança.

 

Escrito por Brigantia






publicado por Sonicphil às 11:23

Domingo, 03 de Janeiro de 2010

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Sonicphil às 13:04

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

 

 

neveip4.jpg

Esta nevada surpreendeu as autoridades de Protecção Civil Distrital pela sua intensidade.

A neve começou a cair cerca das quatro da manhã, mas desta vez com mais força o que obrigou ao corte de varias estradas na região deixando a cidade de Bragança praticamente isolada.

 

“Os meios já estavam pré-posicionados, tínhamos tudo planeado e estava tudo a correr bem, mas nevou com muita mais intensidade do que aquilo que prevíamos” refere o comandante distrital da Protecção Civil de Bragança.

 

A neve deixou também alguns automobilistas retidos ao quilómetro 198 do IP4, junto ao Alto de Rossas e no troço que circunda a cidade de Bragança.

Melo Gomes adianta que “já estão a caminho alguns veículos de bombeiros 4X4 para ajudar a libertar os automóveis que não conseguem seguir e o limpa-neves da Estradas de Portugal também já está a fazer o percurso inverso para libertar as faixas”.

  

Segundo a Protecção Civil distrital, prevê-se que a circulação nas estradas na região esteja normalizada até ao final da manhã.

 

Na cidade de Bragança viveram-se algumas situações complicadas na Avenida das Forças Armadas à entrada para o túnel da Avenida Sá Carneiro.

Vários carros tiveram dificuldades para circular.

 

“Eu já estava ali em cima, mas tive de aproveitar aqui pela parte esquerda e acabei por ficar aqui” refere um automobilista. “Agora precisava de ajudar para empurrar” salienta. “Ainda no outro dia passei bem aqui, mas agora só dali aqui já parei três vezes, bati no lancil do passeio e tive de recuar” refere outro condutor.

 

Outros preferiram deixar o carro em casa para não passar por estas dificuldades.

 

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 10:59

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009


nevao.jpg

A ocorrência de neve a que a região tem assistido com frequência nos últimos dias é um fenómeno perfeitamente natural.

A opinião é de João Corte Real, da Universidade de Évora, que esteve esta manhã em Bragança, numa conferência sobre Tempo e Clima.

O professor catedrático entende que o fenómeno não é indicativo do aquecimento global. “Em qualquer clima existem fenómenos extremos, por isso não é nada de especial este ano estarmos a ser afectados por massas de ar mais frias e sistemas frontais”, desvaloriza. “Devido às temperaturas mais baixas, em vez de chover neva, mas não é indicativo de nenhuma alteração climática”, sustenta ainda.

 

João Corte Real salienta que os últimos Invernos têm sido muito suaves e que os nevões podem continuar o ocorrer nos próximos anos. “Provavelmente para o ano vamos ter um inverno mais suave, aliás os anteriores têm sido bastante suave, mas este foi mais frio do que o normal”, nota o professor.

O especialista realça que a Protecção Civil tem estado a agir de forma correcta, sem criar alarmismos e alertando as pessoas para tomar precauções.

 

Escrito por Brigantia
publicado por Sonicphil às 14:19

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

 

O Sindicato dos Professores do Norte (SPN) «convidou» hoje o autarca de Vinhais a disponibilizar o seu jipe pessoal ou um helicóptero para os docentes não terem de faltar às aulas quando neva.

O sindicalista José Domingues respondeu assim, de forma irónica, às críticas do autarca socialista que considerou hoje \"uma autêntica vergonha\" as faltas dos professores nos últimos dias, por causa da neve.

\"O que o presidente da câmara pode fazer é ceder o jipe dele para os professores poderem transitar\", disse.

O sindicalista garantiu à Lusa que \"ainda hoje de manhã um grupo de 20 professores, que se deslocava de Bragança para Vinhais, não conseguiu sair da cidade por indicação da GNR\".

\"Os professores não têm autonomia para desrespeitar a GNR quando diz que não se pode passar\", afirmou.

Segundo disse, outro grupo fez o percurso, mas acabou por ficar retido já depois de Vinhais, a caminho de Vilar de Lomba, na zona conhecida como Monte da Forca.

No entanto, o governador civil de Bragança, Jorge Gomes, deu hoje razão às críticas do autarca de Vinhais.

Enquanto responsável máximo pela Protecção Civil no distrito, garantiu à Lusa que \"nunca se deu a estrada de Vinhais (EN 103) como intransitável por causa da neve\".

O responsável considera, que o autarca \"tem alguma razão, porque toda a gente, que se desloca de Bragança para Vinhais para trabalhar, compareceu hoje nos postos de trabalho, excepto a comunidade escolar\".

\"Não há justificação aparente para que não se desloquem\", sustentou o governador.

Em situações como os nevões, quem não puder ir trabalhar por causa das estradas ficarem intransitáveis pode obter uma declaração junto da Protecção Civil para justificar a falta.

O governador realçou que a Protecção Civil pode apenas atestar as condições da estrada, mas não avaliar as condições psicológicas de quem tem que se deslocar.

Jorge Gomes rejeitou, no entanto as críticas do autarca à Protecção Civil, afirmando que \"os alertas para as condições climatéricas adversas têm apenas como propósito proteger os cidadãos, chamando a atenção para que vão preparados para a estrada\".

O presidente da Câmara de Vinhais, o socialista Américo Pereira, acusou hoje a Protecção Civil e as forças de segurança do distrito de, \"em vez de colaborarem activamente na resolução dessas dificuldades, limitarem-se a utilizar a comunicação social para vaidosamente dar entrevistas por tudo e por nada, deturpando muitas vezes a situação que realmente existe no terreno e criando um clima de medo que contribui decisivamente para que as instituições não funcionem e oferecendo assim as justificações para que as pessoas faltem ao trabalho\".

 

Lusa, 2009-01-16

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Sonicphil às 11:39

 

Já foram espalhadas 50 toneladas de sal no concelho de Bragança só na última semana.

É o máximo dos últimos 8 anos.

Na última semana a câmara de Bragança já espalhou mais de 50 toneladas de sal pelas ruas da cidade e estradas do concelho para fazer face ao gelo e à neve.

Nos últimos oito anos nunca se gastou tanta quantidade como agora.

 

Rui Caseiro, vice-presidente da câmara de Bragança diz que “nos últimos dois anos quase não se gastou sal quando comparado com o volume que já tivemos que despender este ano”. Ainda assim, o responsável garante que “os stocks estão repostos e devem chegar mais 40 toneladas de sal”. Entretanto recorda que “no sábado vieram 15 toneladas e na segunda-feira 25”. 

 

A autarquia opta por adquirir sal marinho, que será o mais eficaz para estas situações.

O município já gastou 1250 euros na aquisição de sal. “Este último carregamento veio da zona de Aveiro, de Ovar, e também já veio de Matosinhos”, informa. Rui Caseiro diz que “é sal de segunda categoria e que já foi utilizado para outras coisas, mas que serve perfeitamente”. Quanto a preços, “não são caros, 25 euros por tonelada, mas às vezes custa mais o transportes do que propriamente o sal, principalmente quando é transporte por urgência”.

  

Para fazer face a várias situações que envolvem a protecção civil municipal, a câmara quer adquirir uma viatura multifacetada.

Mas a candidatura que foi apresentada ao INTERREG foi chumbada. “Vamos ter que reequacionar essa aquisição por meios do município ou através de outra candidatura”, adianta Rui Caseiro. De acordo com o vice-presidente a viatura pretendida “tem mais valências, ou seja, pode ter uma escada elevatória, um distribuidor de sal, uma pequena grua”. Seria uma viatura de protecção civil “não exclusiva para a neve, mas também adaptada para tal e que no Verão poderia ter outras utilizações”.

 

A autarquia lembra que o sal não faz efeito com temperaturas muito baixas e por isso só pode ser aplicado às primeiras horas da manhã.

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 09:53

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

 

O despiste de um autocarro ocorrido pelas 6h50, de terça-feira, no Itinerário Principal 4, junto ao nó Este, entre Quintanilha e Bragança, provocou um morto e um ferido ligeiro. A vítima, Carlos Manuel dos Santos Martins, tinha 45 anos, residia em Escariz (Vila Real) e era motorista da empresa Rodonorte há mais de vinte anos.

Na altura do fatídico acidente, o autocarro era conduzido pela vítima mortal e vinha de regresso a Portugal, oriundo de Zurique com escala em Paris, onde tinha deixado emigrantes da zona de Braga. Vinha ainda no autocarro o outro condutor, residente na Cumieira (Santa Marta de Penaguião), que apenas sofreu ferimentos ligeiros.
Segundo o comandante dos Bombeiros de Bragança, José Fernando, “o pesado ter-se-á despistado e depois de ter batido de frente, voltou a chocar no lado oposto da via, e capotado em seguida. Quando chegámos ao local, já encontramos o condutor deitado na estrada coberto com um cobertor que tinha sido colocado por uma pessoa que circulava na via. Provavelmente terão sido cuspidos”, acrescentou. “Tinha várias fracturas expostas, nas pernas e braços e estava inconsciente”, sublinhou.
Segundo este, “apesar destes politraumatismos, a vítima ainda respirava, mas acabou por falecer já a caminho do hospital, apesar dos esforços dos bombeiros e do pessoal da VMER”.
Na aldeia de Escariz, freguesia de Adoufe, a consternação invadiu a família, população, e amigos da vítima. O cunhado, Carlindo Pitrês e actual Presidente da Junta de Freguesia, garantiu “que a vítima era um condutor seguro, muito experiente e tinha saído de casa, no sábado, por volta das 7h00, para Zurique. É uma pessoa que nos deixa um vazio enorme por preencher. Um óptimo profissional e um grande amigo que se perde”, realçou.
Em conversa com amigos, o condutor, que era casado com uma enfermeira do Centro Hospitalar de Vila Real e pai de uma menina de sete anos, terá sempre confessado que “quando morresse gostava de levar a farda de Bombeiro da Cruz Branca de Vila Real vestida”, a Associação Humanitária onde era bombeiro/motorista.
O NIC da GNR da BT de Bragança está a investigar este acidente, que numa primeira avaliação, por parte das autoridades, aponta a presença de neve e gelo no pavimento como causa do despiste.

 

JMcardoso

publicado por Sonicphil às 09:31

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