Bragança - Trás-os-Montes - Portugal

Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2009

 

porta_vinhais.jpg

Foi ontem inaugurada uma das duas “Portas” do Parque Natural de Montesinho.

Trata-se de um centro interpretativo que abriu em Vinhais.

 

O equipamento fica localizado à entrada da vila, dentro da muralha do castelo e resultou da recuperação de um edifício degradado.

“Era uma casa em ruínas e ficou bem recuperada e está muito bem musealisada com estas novas tecnologias” afirma o presidente da câmara de Vinhais adiantando que “vai albergar técnicos de turismo, funcionários administrativos, vigilantes do parque para que o Parque Natural de Montesinho ganhe uma nova vida no concelho de Vinhais”.

 

Américo Pereira explica ainda o que este centro interpretativo “é o primeiro contacto com o parque, onde se pode ver fauna, flora, património e a partir daqui é que o turista se faz ao terreno”.

 

O Parque Natural de Montesinho deverá ter outra “Porta” em Bragança, mas ainda não há soluções para a construção de um espaço. “Estamos a trabalhar com a câmara e com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade mas ainda não está nada clarificado” refere o secretário de estado do ambiente.

 

Humberto Rosa acrescenta que para o Parque Natural do Douro Internacional também se está “à procura de recursos financeiros” para instalar as “Portas” bem como “poder reforçá-lo em meios humanos pois temos alguma carência”.

 

O centro interpretativo de Vinhais custou 540 mil euros, com 75% de comparticipação.

Vai estar aberto todos os dias e para ali vão ser deslocados três funcionários da autarquia e quatro do Parque Natural de Montesinho.

 

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 17:27

Terça-feira, 09 de Dezembro de 2008

Dezenas de portugueses vão trocar a agitação dos habituais "reveillons" pela tranquilidade da Natureza, escolhendo para a passagem de ano o retiro das "casas-abrigo" do Parque Natural de Montesinho, que se encontram lotadas há meses.

"As pessoas já sabem que têm de marcar com muita antecedência", disse à Lusa Duarte Figueiredo, do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade Norte (ICNB-Norte).

 

Para ler mais em:

jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx

 

publicado por Sonicphil às 10:26

Quinta-feira, 06 de Novembro de 2008

Um funcionário da delegação de Bragança da Direcção Geral dos Recursos Florestais tem abordado visitantes do Parque Natural de Montesinho, com o objectivo de os impedir de captar imagens com máquinas fotográficas ou câmaras de filmar, por alegadamente estarem a incorrer numa ilegalidade, ameaçando-os inclusivamente com a apreensão da viatura em que circulam.


O INFORMATIVO teve conhecimento de três casos, dois dos quais acabaram por pedir esclarecimentos junto das Brigadas Verdes da GNR, que os informaram de que não há qualquer regulamento da área protegida que impeça a captação de imagens, tal como acontece nos restantes parques naturais do país.


Várias situações ocorreram nos últimos dois meses, quando alguns visitantes do Montesinho ficaram estupefactos aos serem abordados por um funcionário que os informou de que é proibido recolher imagens na zona, nomeadamente fazer fotografias ou vídeos. Um dos visitantes que se viu naquela inusitada circunstância contou ao INFORMATIVO, que o referido funcionário, “usou maneiras bruscas e ameaças”. As duas pessoas abordadas encontravam-se na zona de Rio de Onor, numa madrugada de Sábado, do final de Setembro, onde se deslocaram propositadamente para observar a brama dos veados, um ritual de acasalamento muito apreciado e com cada vez mais gente interessada. Foi então que o funcionário Florestal os abordou e lhes disse tratar-se de “uma zona onde não podiam estar e, que por isso, já tinha dado ordem de apreensão do carro onde seguíamos, nós pedimos desculpa e fomos directos ao quartel da GNR em Bragança”, referiu o fotógrafo amador. O funcionário Florestal não se identificou. “Eu sei quem ele é porque o conheço de vista da cidade, mas desconheço se tem autoridade para fazer o que faz, até porque é um mau cartão de visita para os turistas”, referiu o visitante contactado pelo nosso jornal.


Já no comando da GNR foram informados de que não estavam a praticar nenhum acto ilegal, se estivessem a caçar isso, sim, seria uma prática ilegal que incorre numa coima. “Nós nem armas tínhamos, só estávamos a ver, a fotografar e a acompanhar a recolha de imagens para uma reportagem da televisão”, explicou.


No entanto, segundo o nosso jornal apurou junto dos serviços de apoio do Parque Natural de Montesinho, filmar e fazer fotografia não se tratam de actos ilegais, uma vez que nem o decreto regulamentar em vigor, nem a proposta do Plano de Ordenamento dão conta da proibição de recolha de imagens. “Eu desconheço qualquer indicação nesse sentido, e não estou a ver que assim seja, poderia conceber esse cenário num caso de imagens para exploração comercial, onde não se encaixam estas situações”, explicou uma fonte do Parque Natural de Montesinho.

publicado por Sonicphil às 14:48

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