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Aires Ferreira dá razão a Júlia Rodrigues nas suas recentes críticas à administração do Centro Hospitalar do Nordeste.
O presidente da câmara de Torre de Moncorvo considera que tem havido uma clara obsessão em centralizar serviços na unidade de saúde de Bragança e que isso também está a prejudicar os concelhos do sul do distrito.
Para além disso, o autarca socialista diz ter sido um erro o encerramento da maternidade de Mirandela e receia que a de Bragança possa vir a ter o mesmo destino, favorecendo o distrito de Vila Real.
“Nomeadamente a urgência de ortopedia ficou mais distante no distrito que antes estava muito bem sedeada em Macedo de Cavaleiros e agora está mais distante” exemplifica o autarca. “Ninguém está a pôr em causa a capital de distrito mas não é a localização ideal para prestar determinados serviços a uma população que se Espanha por uma área enorme” acrescenta.
É mais uma voz crítica do interior do PS, depois de Júlia Rodrigues, candidata socialista à câmara de Mirandela, já ter feito declarações públicas a defender que a actual administração não devia ser reconduzida nas suas funções.
Aires Ferreira que já confirmou que vai ser novamente candidato à câmara de Moncorvo. “Consegui todos os grandes objectivos com o é o caso do IP2 e a barragem do Baixo Sabor e gostaria de estar em funções enquanto as obras durarem e na inauguração” justifica o autarca.
Escrito por CIR

A administração do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) não deve ser reconduzida nas suas funções.
É esta a posição da presidente da comissão política concelhia do PS de Mirandela.
Júlia Rodrigues considera que foi desastrosa a gestão das três unidades de saúde integradas no centro hospitalar e que este modelo devia ser repensado.
Júlia Rodrigues faz um balanço desastroso dos três anos de mandato da administração do CHNE.
A líder do PS de Mirandela acusa mesmo a equipa liderada por Henrique Capelas de uma estratégia centralista favorecendo o hospital de Bragança em detrimento das unidades de Mirandela e Macedo de Cavaleiros.
“A teoria o modelo do CHNE tinha algumas vantagens devido à complementaridade mas dela resulta um péssimo serviço às unidades de Macedo e Mirandela centrando toda a decisão em Bragança” afirma Júlia Rodrigues que entende também que esta situação “prejudica as populações e favorece o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro”.
Relativamente a Mirandela, Júlia Rodrigues lamenta a perda de tantas valências e serviços, durante os 3 anos de mandato “e que não haja um esforço para a qualificação e prestação de cuidados no hospital de Mirandela, aumentando as valências e fazer dele um serviço público de qualidade” refere a responsável politica.
A presidente do PS de Mirandela entende que a administração, em gestão desde Dezembro, não deve ser reconduzida e até defende que seja alterado o modelo de gestão dos três hospitais. “Este não é certamente o melhor modelo e ele deve ser alterado e implementada a melhor resposta às necessidades das populações” afirma, acrescentado que “não me parece positivo manter-se a actual administração”.
A concelhia do PS de Mirandela a dar nota negativa à administração do CHNE, numa altura em que a equipa liderada por Henrique Capelas, está em gestão, depois de ter terminado a comissão de serviço, no final do ano.
A líder do PS de Mirandela critica a gestão da administração do CHNE, alegando que o centro hospitalar de Trás-os-Montes é que está a ganhar terreno nos cuidados de saúde às populações do distrito de Bragança.
Escrito por CIR