Bragança - Trás-os-Montes - Portugal

Sábado, 29 de Outubro de 2011

 

Eurico Castro sonha seguir as pisadas da exportação que já coloca a castanha transmontana em diferentes partes do Mundo, embora ainda não tenha chegado a Nova Iorque, onde o pasteleiro de Bragança teve de calcorrear “dezenas de quilómetros a pé” para encontrar o fruto.

A visita à cosmopolita cidade norte-americana era de férias, mas levou na bagagem as requintadas caixas com que comercializa os pequenos bolos com um recheio de castanha, envolvidos por massa folhada com bicos a simbolizar os picos do invólucro natural da castanha.

O pasteleiro pensou que a cidade que alberga todos os povos e culturas era o sítio ideal para testar a recetividade às suas confeções.

Encontrou castanha, mas da Califórnia, no mercado de Chelsea, confecionou os “ouriços” e aventurou-se, com a companheira, pelas ruas de Nova Iorque à procura de quem quisesse experimentar novos paladares.

“É o faz-te à vida”, como diz Eurico e a “ideia alucinada” revelou-se uma “agradável surpresa”. Abriram-lhe as portas cinco pastelarias, entre as quais a famosa Swarosky, e os nova-iorquinos não tiveram qualquer resistência em provar o doce transmontano.

Empregados e clientes experimentaram os “ouriços”, como contou Rosário Bragada, a companheira, porém, não “identificaram o sabor”.

A castanha não é familiar a estes paladares, nem ao léxico, já que os portugueses tiveram dificuldade em encontrar uma palavra inglesa que levasse os destinatários a identificar a castanha.

As reações encorajaram o pasteleiro a pensar na possibilidade de lançar o negócio além-fronteiras.

A companheira não tem dúvidas de que a aposta na qualidade e apresentação do produto cativa, com a caixa em que é embalado a chamar as atenções e o conteúdo a não defraudar as expetativas.

Eurico Castro começou a apostar na castanha há três anos em resposta a um desafio lançado pela Câmara de Bragança no sentido de criar “um novo atrativo” para a feira Norcastanha, que há dez anos promove um dos principais produtos da região e que está a decorrer durante o fim de semana, na cidade.

Depois dos “ouriços”, veio o bolo-rei de castanha e está a lançar agora um salgadinho/crocante também de castanha.

Este bolo-rei custa “três vezes mais” que o tradicional. Confecciona três variedades diferentes do doce típico do Natal e nesta quadra vende “à volta de 500 de cada”.

Está “a tentar criar uma marca própria”, a “Sweet Gourmet by Eurico Castro”, com um logótipo associado à cidade de Bragança, em que sobressai a imagem do castelo.

O pasteleiro, de 38 anos, comercializa para já os produtos numa loja gourmet, num restaurante e numa empresa de catering, em Bragança, associadas à empresa mãe, a “Rota dos Sabores”.

Dentro de alguns dias vai a França apresentar os seus produtos em Pavillons sous Bois, uma localidade francesa geminada há vários anos com Bragança.

Lusa

publicado por Sonicphil às 11:32

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

 

 

A pouco mais de meio da campanha da castanha, a Cooperativa Soutos os Cavaleiros já colheu 80 toneladas de castanha. O preço de venda ao produtor ainda não está definido e a fasquia para a produção deste ano está colocada nas 120 toneladas.

Cerca de 60% da castanha dos 48 sócios da Cooperativa Soutos os Cavaleiros já está apanhada. No armazém, 80 toneladas do fruto já foram calibradas, mas, pelo menos mais quarenta são esperadas até ao final da campanha deste ano.Mesmo com estes números, Paulo Pinto, técnico da Cooperativa, considera que a produção está abaixo dos números do ano anterior. “Está um bocadinho abaixo daquilo que nós prespectivamos no início de setembro. A produção esperada era muito maior, depois quando começou a castanha a cair apercebemo-nos que a produção não era tão grande como era esperada. Mas mesmo assim esperamos uma aumento da produção.” Só no final da campanha pode ser dado um preço médio da compra da castanha ao produtor. “Os preços vão flutuando ao longo da campanha e só no final é que conseguimos obter uma média.

Ainda só entrou 60% da castanha, é muito difícil estar a dar agora um valor”. A Cooperativa Soutos os Cavaleiros continua no armazém em Podence, cedido pelo actual presidente, mas já existe projecto para novas instalações. \\"Neste momento já temos um projecto e temos dois lotes adquiridos na zona industrial de Macedo de Cavaleiros. O processo de licenciamento está praticamente concluído na Câmara. Pensamos ainda este ano começar a construir o novo armazém.”
Para além da venda da castanha, a cooperativa já deu azo a alguma transformação. A compota de castanha é um exemplo.

Já Sandra Fernandes, técnica da ARBÓREA, a Associação Florestal da Terra Fria Transmontana, adianta que este ano a produção será menor do que em 2009.

“Há menos castanha do que no ano passado mas em termos de qualidade está com bastante. Aliás, desde que choveu, aumentou o seu tamanha e dará para compensar um pouco a perda de produção, porque apesar de haver menos castanhas, vai ter mais quilos.”

Menos castanhas mas de maior qualidade é o que se espera da produção deste ano.

 

Brigantia, 2010-11-17

publicado por Sonicphil às 10:40

Quinta-feira, 06 de Novembro de 2008

fotoÉ vendido em caixas de 12 ou 20 unidades porque ninguém consegue provar um, resistir e ficar por ali. Tentação, aliás, é o adjectivo que melhor assenta ao Ouriço de Bragança, um trunfo que Eurico Castro tirou da cartola para homenagear a Castanha de Trás-os-Montes.

Tudo começou há um ano, em Bragança, na abertura da I Norcastanha, mas a fama do Ouriço levou a organização da III Rural Castanea a convidar Eurico Castro para adoçar a boca às milhares de pessoas que passaram pela Festa da Castanha de Vinhais.
Durante três dias, o mestre-pasteleiro da Rota dos Sabores puxou do conceito de “sweet-gourmet” e mostrou como se pode transformar um simples produto agrícola num doce de assinatura.
A diferença começa logo pelo modo como o produto é apresentado, em caixas de aspecto e rótulo cuidados, envolvidas por fita dourada, bem a condizer com a elegância da delícia. Abre-se a embalagem e desvenda-se o mistério. À primeira vista parece um pequeno doce envolto em fina massa folhada, mas só na boca se descobre a grandeza do Ouriço de Castanha de Bragança, principalmente quando apetece outro, outro e outro mais.

Castanha cozida com açúcar e coberta com chocolate belga é outra das tentações

Por isso, não é de estranhar que, um ano depois, o lançamento tenha superado as expectativas. “O balanço é muito positivo, mas não queremos massificar o produto. Preferimos manter assegurar padrão de qualidade, manter o seu carácter sazonal e suscitar a vontade de o consumir”, explica Eurico Castro.
Mesmo assim, descansem os que já se renderam aos prazeres do Ouriço, pois haverá acções promocionais em alguns certames de Trás-os-Montes. Um deles é, precisamente, a Norcastanha, que Bragança acolhe já neste fim-de-semana. “Sinto-me um filho da Norcastanha e sinto que a Norcastanmha também é um filho meu”, recorda o mestre de pastelaria.
Depois, também haverá espaço para a delícia triunfar em lojas gourmet de Lisboa ou Espanha, dado que já existem contactos nesse sentido, tanto para o Ouriço de Castanha de Bragança como para a “marron glacê”, castanha cozida com açúcar e coberta com chocolate belga. Trata-se duma iguaria muito consumido no Natal, em países como França, Bélgica e Suíça, que Eurico Castro adoptou para o mundo da Rota dos Sabores e da “sweet gourmet”.

Por: João Campos

publicado por Sonicphil às 09:48

Terça-feira, 04 de Novembro de 2008
publicado por Sonicphil às 13:46

A Sortegel, a maior empresa portuguesa de transformação de castanha e que é propriedade da Sociedade Lusa de Negócios, "não vai ser afectada" pelo processo BPN, garantiu à Lusa o administrador da unidade, Vasco Veiga. Criada há 15 anos por um grupo de negociantes e exportadores de castanha, foi adquirida, em 2002, pelo grupo Sociedade Lusa de Negócios, que detém parte do BPN - o Banco Português de Negócios.

Recorde-se que o ministro das Finanças anunciou, domingo, que o banco vai ser nacionalizado, depois de ter acumulado perdas no valor de 700 milhões de euros. No entanto, segundo o administrador, a Sortegel não tem nada a ver com o banco afirmou e garantiu ainda que a unidade transmontana está financeiramente estável (Estará?), apesar de constar de uma lista de activos que a Sociedade Lusa de Negócios colocou à venda na Internet. A Sortegel situa-se a poucos quilómetros da cidade de Bragança, e é, em Portugal, a maior unidade de transformação de castanha, possuindo cerca de 300 hectares de produção própria. Trata anualmente uma média de dez mil toneladas de castanha, o que equivale a um terço da produção nacional. 15 milhões de euros foi o volume de negócios da empresa no ano passado. A SORTEGEL emprega uma média de 70 trabalhadores, número que duplica nos meses de Outono devido à campanha da castanha.

publicado por Sonicphil às 13:40

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

TOUR DA CASTANHA

Irá realizar-se nos dias 31 de Outubro a 02 de Novembro de 2008 a IV Festa da castanha “Rural Castanea”em Vinhais. Inserido nas festividades (2 Novembro) realiza-se o 5º passeio de BTT – Tour da Castanha (Maratona - 64 km com dificuldade alta, Meia Maratona - 38km com dificuldade média e Mini Maratona - 20km com dificuldade moderada).
Os participantes podem fazer o passeio por GPS e marcação;
Inscrições: 17 raios que inclui almoço, seguro, t-shirt, literatura da região, reforços alimentares e lembranças.
Crianças dos 7 aos 12 e acompanhantes – 10 raios;
Crianças com idade inferior a 7 anos – Grátis.


Sábado – 01 Novembro
20H00 – Abertura do Secretariado (Pavilhão Multiusos)
22H00 – Encerramento do Secretariado

Domingo – 02 Novembro
Betetistas
08H00 – Abertura do Secretariado/ Concentração (Jardim - Largo do Arrabalde)
09H25 – Briefing
09H30 – Partida
13H00 – Início do serviço de almoço (Escola Secundária)

Acompanhantes
Passeio pedestre - +/- 9 km


Venham ver o MAIOR ASSADOR de CASTANHAS DO MUNDO…

 

publicado por Sonicphil às 14:25

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