Bragança - Trás-os-Montes - Portugal

Quarta-feira, 31 de Março de 2010

 

 

O distrito de Bragança continua com uma taxa de Acidentes Vasculares Cerebrais acima da média nacional. Os factores de risco da principal causa de morte no país são cada vez mais do conhecimento da população.

 

Mesmo assim, a sensibilização mantém-se para fazer diminuir os números da região.

A região tem uma média de 430 internamentos por cem mil habitantes, quase o dobro da média nacional.

A população envelhecida em muito contribuiu para estes números, como explica Jorge Poço, médico responsável pela unidade de AVC do Centro Hospitalar do Nordeste.

“Por vários motivos, entre os quais termos uma população muito idosa, temos uma taxa de incidência 50 por cento superior à média nacional.”

Como exemplo, Freixo de Espada à Cinta tem anualmente cerca de 15 situações de acidente vascular cerebral, uma realidade complicada para uma densidade populacional baixa.

“Mais uma vez temos dados que seria de esperar cerca de dez AVCs por ano e temos cerca de 15, para uma população de 4000 habitantes”, diz.

O objectivo da comemoração do Dia Nacional do AVC é a prevenção, a fim de reduzir os riscos. “A nossa actividade é mais dirigida às pessoas que tiveram um AVC. Neste aspecto, vamos fazer uma campanha por forma a prevenir que o AVC aconteça e conseguir chegar a um maior número de pessoas.”

Em situação de Acidente Vascular Cerebral as consequências são várias.

“Uma artéria no cérebro terá de entupir ou rebentar. Uma parte do cérebro deixa de receber sangue e poderá ter várias consequências, como deixar de falar, ficar paralisados de um lado”, explica.

Todos os anos o Dia Nacional do AVC tem sido comemorado pela unidade hospitalar de Macedo de Cavaleiros numa sede de concelho diferente.

Depois de Macedo, Mirandela, Bragança e Mogadouro agora foi a vez de Freixo de Espada à Cinta.

 

 

A unidade de AVC do Centro Hospitalar do Nordeste comemora em Freixo de Espada à Cinta o Dia Nacional do AVC que se assinala hoje.

Uma doença que coloca Bragança no topo da lista a nível nacional.

 

Escrito por CIR

publicado por Sonicphil às 17:56

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

 

 

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A Unidade de AVC do Centro Hospitalar do Nordeste arrancou há um mês com um serviço de visitas domiciliárias a doentes que já sofreram acidentes vasculares cerebrais.

Mais do que tratar os doentes aquando do internamento no Hospital de Macedo de Cavaleiros, a unidade pretende acompanhá-los nos primeiros tempos pós-alta.

Uma forma de controlar melhor os factores de risco e possíveis recaídas, que agrada a profissionais e a doentes.

 

Nove da manhã e o carro do Centro Hospitalar do Nordeste está preparado para começar a ronda... enfermeiro e assistente social, acompanhados dos processos dos doentes e da respectiva mala de enfermagem fazem a primeira paragem no lar da Santa Casa da Misericórdia de Macedo... a doente está acamada, um caso mais complicado, mas pouco ou nada se faz, porque está bem controlada... segunda paragem: vila de Vinhais. António Beato, 64 anos, servente da construção civil, teve um AVC há pouco tempo, que lhe levou o sorriso da vida...

 

A recepção não podia ser mais calorosa, de Vinhais a Macedo distam 50km, difíceis de percorrer por estradas estreitas e tortuosas, como é agora estreita a ligação de António com a vida... depois do susto com o AVC, tem agora outros cuidados...

 

“O que me disseram para fazer estou a fazer, a pensar em mais uns anos de vida”.

 

O enfermeiro José Luís, encarregue desta terceira visita domiciliária, fala dos objectivos da visita e lembra que o contacto com o médico é permanente...

 

“O objectivo é ver as necessidades destes doentes quer a nível de enfermagem, quer a nível médico.”

 

Os doentes esclarecem todas as dúvidas existentes e falam como decorre a recuperação... os enfermeiros controlam os factores de risco do AVC...

 

“Avaliamos a independência, a mobilidade e depois ver os parâmetros das tensões, glicemia, colesterol… os factores de risco de AVC.”

 

Aquando da alta, a assistente social trata do encaminhamento do doente e estuda a situação... nos domicílios comprova no local como é a situação social e esclarece outras dúvidas que possam aparecer, como explica Sílvia Aleixo, assistente social na Unidade Hospitalar de Macedo...

 

“No pós-alta verificamos alguma informação que ficou por dar. No internamento nem sempre se consegue dar toda a informação e as famílias não estão tão receptivas”, explica.

 

Cerca de uma hora depois, o sorriso voltava ao rosto de António Beato e da própria esposa, com a promessa de voltarem a encontrar os mesmos profissionais na próxima visita domiciliária daqui a seis meses... factores de risco completamente estáveis e controlados... o carro do Centro Hospitalar do Nordeste volta a rodar, desta vez em direcção a Bragança, onde os esperam mais um doente, mais uma família, mais uma história de AVC...

 Escrito por CIR

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publicado por Sonicphil às 22:41

Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2009

O Centro Hospitalar do Nordeste apresentou outra candidatura ao QREN para o financiamento da ampliação de unidade de AVC em Macedo de Cavaleiros depois de a primeira ter sido chumbada.

 

A ampliação da unidade de tratamento de acidentes vasculares cerebrais de Macedo de Cavaleiros de 8 para 12 camas vai mesmo acontecer e ainda este ano.

Recorde-se que o projecto de ampliação foi candidatado a apoios do QREN, mas foi chumbado na primeira fase.

 

No entanto o Centro Hospitalar do Nordeste manteve a candidatura a uma segunda fase. “Para já as obras ficam em stand-by” refere o presidente do conselho de administração. A candidatura “pode não vir considerada mas temos sempre um plano B” acrescenta Henrique Capelas.

 

 Caso o apoio do QREN não chegue, o plano B do Centro Hospitalar do Nordeste passa por realizar na mesma a ampliação, mas com outros recursos económicos. “Caso não seja possível através do QREN vamos ampliar a unidade embora com menos meios” afiança.  Apoiado pelo QREN ou com recursos do próprio Centro Hospitalar, Henrique Capelas deixa, no entanto, a garantia de que a ampliação vai acontecer ainda este ano. “Não posso adiantar prazos, mas certamente que avançaremos para obra ainda este ano”.  A ampliação da unidade de AVC não deve ficar, então, pelo papel.

 

 

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 10:37

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