Bragança - Trás-os-Montes - Portugal

Terça-feira, 07 de Dezembro de 2010

 

 

Levantam-se dúvidas quanto ao incidente que envolveu o avião que faz a carreira entre Lisboa e Bragança, na última quinta-feira. A empresa vai agora abrir um inquérito interno.

 

Fotografias a que tivemos acesso pouco após a aterragem mostram um dos cabos de electricidade cortados ainda preso à fuselagem do avião e não ao trem de aterragem.

 

Mas quatro dias volvidos e ainda não há uma explicação para a baixa altitude a que estava a voar o aparelho na altura em que bateu nos cabos de média tensão, na zona de Vale de Lamas, uma aldeia próxima do aeródromo.

 

 

Contactada a Aerovip, a empresa responsável pela carreira de serviço público, com comparticipação estatal, foi-nos garantido apenas que “a empresa está a tentar apurar o que aconteceu”. Quanto às dúvidas sobre as condições de segurança do próprio avião é que não houve comentários.

 

Mas o próprio comandante distrital da Protecção Civil, Carlos Alves, tem dúvidas quanto ao que aconteceu.

“Vou inteirar-me disse a seguir. O organismo que licencia os aeródromos (INAC) é extremamente exigente. Achei estranho o incidente”, admite Carlos Alves, que garante que “os planos de emergência estão sempre prontos a entrar em funcionamento e se acontecesse alguma coisa com certeza que iríamos tirar de lá as pessoas”.

 

Carlos Alves admite que a fraca visibilidade é um problema e que a autarquia terá feito alguma pressão para que não fossem cancelados voos para o aeródromo de Bragança.

 

“Este ano foi feito um grande esforço, mas eu não gosto de falar do municipal, para não lhes tirar protagonismo e para lhes fazer entender que têm responsabilidade a esse nível, mas foi feito um esforço para não haver interregnos da ligação a Lisboa”, adianta. “O problema são as questões de visibilidade, e as ajudas à navegação que o nosso aeródromo tem, ou não tem, ou tem deficitárias”.

 

Recorde-se que o presidente da câmara de Bragança, Jorge Nunes, um dos passageiros no voo acidentado, garantiu na última sexta-feira que os meios são suficientes.

 

“Não temos aparelhos de que dispõe Lisboa para uma aterragem automática, nem é viável que os teremos nos próximos anos mas os meios são suficientes, funcionaram bem, o aeródromo está certificado e tudo o que tinha de acontecer, aconteceu em tempo útil”, garantiu Jorge Nunes.

 

Há cerca de ano e meio foi instalado um novo radar de auxílio às aproximações do aeródromo municipal, que custou cerca de um milhão e trezentos mil euros.

 

Também a pista tinha sido já aumentada para os actuais 1700 metros.

A Brigantia contactou também o Instituto Nacional de Aviação Civil mas, até ao momento, não tivemos qualquer resposta.

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 11:09

Terça-feira, 09 de Novembro de 2010

Uma série de assaltos a uma vivenda junto ao aeródromo de Bragança está a deixar a proprietária com os cabelos em pé. Sozinha, Teresa Barreira diz que os ladrões já levaram tudo o que podiam e que agora só se têm dedicado ao vandalismo.

 

O último assalto aconteceu há duas noites.

"Fui assaltada várias vezes. Ultimamente roubaram-me os coelhos. Mataram-mos lá na loja e levaram dois. Até já a roupa que deixava estendida. Cada vez entram por um sítio diferente. Há seis anos que fui internada e nessa altura levaram tudo, móveis, frigorífico."

 

Teresa Barreira diz que os vários arrombamentos não a deixam viver descansada. Confessa mesmo que vive em medo permanente e até já pediu abrigo a alguns amigos.

 

"Já perdi a conta ao número de assaltos e sustos que lá apanhei. A primeira vez tinha a minha filha dez anos, estivemos dois meses a dormir em casa de amigos, porque a miúda tinha medo. Mandei pôr grades e ferros mas eles partem e escacham tudo."

 

Por isso, Teresa Barreira pede um reforço no patrulhamento da GNR naquela zona do concelho, junto à aldeia de Sacoias.

 

Contactada pela Brigantia, a GNR de Bragança diz que está a investigar estes assaltos e garante que serão feitas todas as diligências necessárias para o apuramento dos factos.

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 11:19

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

aerodromo.jpg

O aeródromo de Bragança vai evoluir para um aeroporto regional.

O estudo de viabilidade está feito e o projecto vai avançar para a fase de execução.

 

 

A revelação foi feita por Jorge Nunes, autarca brigantino, durante uma sessão de esclarecimento sobre o modelo de gestão previsto para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

“É uma oportunidade no quadro da melhoria das acessibilidades rodoviárias na região” refere Jorge Nunes acrescentando que “ainda não temos desenvolvido o modelo de gestão que actualmente é estritamente municipal”.

O autarca justifica o investimento com “uma lógica de desenvolvimento e coesão territorial”.

 

O futuro aeroporto regional de Bragança será uma estrutura complementar à existente no Porto e não concorrente.

A ideia foi defendida pelo próprio Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto.

“Não é concorrente mas sim complementar porque sozinho não tem força para se impor” afirma.

 

Esta foi a primeira de várias sessões de esclarecimento no Norte do país sobre o modelo de gestão a implementar no aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e da Deloitte defende que uma parceria público-privada é a única solução que não traz desvantagens e duplica a criação de emprego, num universo de seis modelos possíveis.

Por isso, Rui Rio apela à mobilização do Norte como forma de pressionar o Governo, que prefere um monopólio privado. “Se formos capazes de fazer um condicionamento político o Governo terá tendência para decidir em respeito pela região”.

 

O presidente da Câmara de Bragança concorda com Rui Rio e com a Associação Comercial do Porto. “Faz todo o sentido que a região se agregue à volta de uma questão que me parece estruturante sob o ponto de vista da acessibilidade à região” refere Jorge Nunes.

 

Bragança avança para um aeroporto regional, que funcionará como complemento do Francisco Sá Carneiro, no Porto.

 

 

 

Escrito por Brigantia

publicado por Sonicphil às 10:18

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009
publicado por Sonicphil às 21:32

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